ADEUS ANO VELHO

É nome de música, mas expressa fielmente o que a maioria dos povos deseja na passagem do ano.

A música Adeus Ano Velho é de 1951, composta por Chico Alves com letra de David Nasser. Mas a tradição de comemorar o Ano Novo no dia 1º de janeiro vem desde o ano de 1582, quando as nações cristãs adotaram o calendário criado pelo papa Gregório VIII. Antes disso, o ciclo anual era comemorado em março, época que coincidia com o início da primavera no hemisfério norte em que novas safras eram plantadas (daí o caráter de recomeço, de reinício).

Foram os romanos que determinaram, aleatoriamente, que o Ano Novo deveria ser comemorado no primeiro dia de janeiro. Tradição que se replica na maioria dos países; existem, no entanto, algumas exceções.

O Novo Ano chinês por exemplo, é comemorado entre 15 de janeiro e final de fevereiro, de acordo com a primeira lua nova depois do início do inverno. Os muçulmanos têm seu próprio calendário denominado Hégira, cuja passagem do ano novo ocorre em 6 de junho, quando o mensageiro Mohammad fez a sua peregrinação de despedida à Meca. Já o ano novo judaico, chamado Rosh Hashanah, é uma festa com data móvel no mês de setembro, regada a receitas tradicionais como o Chalah, um tipo de pão e muito, muito peixe (porque este nada sempre para frente).

Já em Moscou, a maioria das obras data da primeira metade do século XX, durante o governo de Joseph Stalin. Para demonstrar o poder do governo, as opulentas estações apresentam afrescos e mosaicos dignos de palácios czarinos, dada a suntuosidade. Caracterizado pela grande profundidade onde estão os trilhos, já que as estações serviam também como abrigos antibomba durante os anos de guerra, as obras nas estações são como tesouros bem guardados.

Seja no início de janeiro, seja em junho ou setembro, o fato é que todos os povos têm seus ritos de passagem e comemoram o final de um ciclo e começo de um novo de modo particular.

Nos Estados Unidos, o mais famoso réveillon ocorre na Time Square em Nova Iorque, onde as pessoas se reúnem para a contagem regressiva, em que uma grande maçã - símbolo da cidade, vai descendo no meio da praça e explode exatamente à meia noite, distribuindo balas e bombons a todos.

Na Áustria o povo tem o hábito de jogar chumbo derretido em um copo com água no momento em que o relógio soa zero hora do ano novo. As figuras que surgem quando o chumbo esfria são guardadas como um amuleto que trará sorte ao longo de todo o ano.

Na Dinamarca, após uma farta ceia com peixes e batatas, as pessoas aguardam a meia-noite quando todos sobem em cadeiras e pulam das mesmas ao soar da zero hora. Também têm o estranho hábito de colocar um pote de arroz bem doce nos jardins para os gnomos, evitando que estes incomodem no decorrer do ano vindouro.

Agora, se você quer passar o réveillon no melhor estilo micareta, beijando quem não conhece, vá para a Escócia. Quando soam as doze badaladas, homens e mulheres se viram e beijam-se na boca, conhecendo ou não quem está ao lado.

Ingleses usam rolhas das garrafas de champanhe como amuletos. Eles furam a cortiça e colocam dentro dela uma moeda de boa sorte.

Assim, cada povo tem suas crenças e superstições.

No Brasil, o réveillon mais famoso ocorre no Rio de Janeiro, na praia de Copacabana, onde a passagem reúne milhões de pessoas para verem os fogos de artifício que só rivalizam com os de Sidney na Austrália. Além disso, brasileiros usam branco e jogam flores para Iemanjá, rainha do mar.

De um jeito ou de outro, esta é uma das festas mais esperadas e comemoradas do calendário universal. Aliás, a palavra réveillon vem do verbo francês réveiller, que significa acordar. Neste sentido, quer dizer despertar do ano.

A palavra surgiu no século XVII para identificar eventos sofisticados entre os nobres franceses que ocorriam até depois da meia noite, em vésperas de datas importantes. Com o tempo, estas festas (e os nobres) desapareceram, e a comemoração restringiu-se ao Ano Novo.

Também nesta época, em todas as civilizações, é comum o estardalhaço e barulho de fogos de artifício, buzinas, cornetas e gritos de alegria. Isso também tem uma explicação: desde as antigas tradições, ruídos são formas assertivas de afugentar os maus espíritos.

Seja fazendo amuletos em rolhas de champanhe, beijando desconhecidos ou oferecendo flores a Iemanjá, o fato é que o rito de passagem de um ano para outro, qualquer que seja o calendário utilizado é um momento especial que deve ser comemorado com as pessoas próximas e queridas.

Nós da Yuny desejamos a você que fez deste um ano positivo e produtivo, um novo ano ainda melhor, com saúde, oportunidades e desejos realizados.

Qualquer que seja o lugar em que você estará à meia noite do próximo dia 31 de dezembro, desejamos apenas boas vibrações, pensamentos positivos e um bem vindo 2014.